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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Série AS PLUTAS DO PHODER: Rose Noronha


Em 2009, depois de ameaçar ficar longe de Brasília se não festejasse o Dia da Independência no camarote presidencial, Rose viu o desfile ao lado de Lula. Quatro anos mais tarde, é bom que se cuide

Em 6 de setembro de 2009, o Cerimonial do Palácio do Planalto foi alvejado por um inquietante pito eletrônico: “Não foi autorizada minha presença e de meu acompanhante no camarote do PR. Gostaria de saber de quem partiu a restrição. Ou vou no do PR, ou simplesmente não vou. Desculpe o jeito, mas estou muito ofendida”. Oficialmente, a mensagem fora remetida pela chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo. Mas o tom e o teor do recado lembraram aos destinatários que Rosemary Noronha era muito mais que isso.

Tanto era que a chefia do Cerimonial só precisou de alguns minutos para fazer chegar ao presidente Lula o que lhes parecia um grave assunto de Estado: se não ficasse ao lado do PR, iniciais do cargo ocupado pelo homem a quem se referia como “meu namorado” quando alguém precisava saber com quem estava falando, Rose não assistiria ao desfile do Sete de Setembro em Brasília. Imediatamente, Lula incumbiu o secretário Gilberto Carvalho de resolver o problema. Sem fazer barulho e, claro, sem provocar ruídos no doce convívio com a mulher ofendida.

Especialista na lida com material inflamável, a caixa-preta mais abarrotada do país deve ter achado aquela missão coisa para principiantes. Bastou-lhe anexar dois nomes à lista dos convidados para o camarote e remanejar posições na fila do gargarejo. Na manhã seguinte, lá estavam Lula e a segunda dama lado a lado, trocando sorrisos entre a passagem da ala dos cadetes e uma pirueta da esquadrilha da fumaça. Bem mais complicada foi a missão confiada a Gilberto Carvalho em dezembro passado, depois das explosivas descobertas da Operação Porto Seguro.

Para que o casal não ficasse ainda pior no retrato, o agora secretário-geral da Presidência foi encarregado de evitar que investigações internas confirmassem que, durante anos, Rose usou o posto de Primeiríssima Amiga para ganhar dinheiro como quadrilheira de quinta. Gilberto Carvalho entrou em ação assim que soube da sindicância aberta pela Casa Civil para investigar o caso da ex-secretária de sindicato que subiu na vida pela porta dos fundos.

Deu tudo errado, mostra a reportagem de VEJA. Primeiro, o ex-seminarista que hoje só celebra missas negras abriu um inquérito paralelo concebido para dar em nada. Falhou. Depois, armou sucessivas tramoias para bloquear o avanço da sindicância. A ministra Gleisi Hoffmann não gostou da intromissão abusiva. Além de interpelar o colega, queixou-se a Dilma Rousseff e foi instruída para seguir em frente. No fim de setembro, além de Rosemary Noronha, foram exonerados dois auxiliares diretos de Gilberto Carvalho.

Envolvidos na trama, perderam o emprego o secretário de Controle Interno, Jerri Coelho, e seu subordinado Torbi Rech, coordenador-geral de Correição. Atropelados por Gleisi, não foram socorridos pelo chefe que articulou a conspiração. Caprichando na pose de quem nunca soube de nada, Gilberto Carvalho tentou assumir a paternidade da ideia de demitir os comparsas que “inexplicavelmente adotaram todas as medidas sem consultar qualquer um dos seus superiores”.

Neste domingo, em entrevista ao jornal espanhol El Pais, Lula jurou que nada tem a ver com as patifarias do partido que fundou e sempre comandou. “Por que queríamos chegar ao governo? Não para fazer o que os outros fazem, mas para atuar de maneira diferente”, fingiu indignar-se o chefão do bando que juntou os incapazes capazes de tudo — como Gilberto Carvalho. Haja cinismo.

Gente assim não tem afetos reais. Rose Noronha que se cuide.

domingo, 27 de outubro de 2013

Série AS PLUTAS DO PHODER: Maria do Rosário


A ministra que não sabe rir elege um novo inimigo público: Joselito Müller
Publicado no Blog Maquiavel, de Veja.com
GABRIEL CASTRO

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário já escolheu seu mais recente inimigo: um blogueiro anômimo que, sob a alcunha de Joselito Müller, divulga piadas em formato de notícias – falsas – na internet.

A Polícia Federal recebeu nesta sexta-feira o pedido de abertura de inquérito para investigar o autor de um texto humorístico sobre a ministra. A investigação deve ter início na segunda-feira. Maria do Rosário se irritou quando a página divulgou um texto atribuindo a ela declarações favoráveis a um ladrão de motocicletas que foi baleado por um policial militar paulistano na semana passada. As imagenscorreram a internet.

A petista deixou evidente que entende tão pouco de humor quanto de liberdade de expressão: anunciou que recorreria à PF para descobrir o autor da troça e exigir que a página saísse do ar. A ministra declarou guerra, portanto, a um blog humorístico amador, que não esconde de seus leitores o fato de produzir notícias falsas – como “Chico Buarque recusa convite para substituir Bell Marques no Chiclete com Banana” e “Carla Perez escreverá coluna literária no The New York Times“.

Maria do Rosário tentou se explicar em uma nota à imprensa: “Sou defensora plena da liberdade de expressão, mas a manipulação é inadmissível”. A frase pode ser traduzida como “Sou contra a censura, desde que eu não seja contrariada”.

E não custa lembrar: foi a mesma Maria do Rosário quem lançou na internet a ilação de que oposicionistas estavam por trás dos boatos sobre o fim do Bolsa Família. A ministra não se retratou nem quando a Polícia Federal descartou a hipótese.
Maria do Rosário quer tirar do ar um site de humor para continuar a ser uma piada que se leva a sério

A ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, quer agora censurar um blog de humor. Mais do que isso: ela quer tirá-lo do ar, sob o pretexto de que propaga notícias falsas. Ocorre que a graça da pagina está em, escancaradamente, fabricar falsas notícias, que, não obstante, podem não ser notícias falsas… Uma delas, como disse aqui, dá conta de que há americanos tentando fugir para a Cuba. Nem Maria do Rosário, uma cubanófila, deve acreditar nisso, não é?

Recebo uma mensagem do autor da página. Ele se assina “Joselito Müller”, que é também o nome do blog. Disse já ter se oferecido para fornecer seus dados à ministra, poupando, assim, o trabalho da Polícia Federal. Joselito cita um episódio que define, como nenhum outro, quem é Maria do Rosário. Lembram-se daquela onda de boatos sobre o fim do Bolsa Família, que levou milhares de pessoas a agências da CEF para sacar o benefício? O que escreveu a ministra no Twitter? Isto:

Retomo
Deixo de lado a concordância analfabeta “Boatos deve ser…” Penso na irresponsabilidade de uma ministra de estado, que sai acusando a oposição sem se dar conta de duas questões essenciais:
1: uma autoridade de estado tem de ser responsável e não pode acusar antes que se faça a devida investigação;
2: o que a oposição ganharia com o episódio quando ficasse evidente que se tratava de uma mentira?

Bem, a investigação foi feita, e a Polícia Federal concluiu que a responsabilidade era da própria Caixa, que mudou, sem prévio aviso, a data de pagamento do benefício para uma parcela enorme de assistidos, gerando a confusão. A oposição, obviamente, não tinha nada com aquilo.

Ninguém foi punido.
Maria do Rosário não se desculpou.

Entendo. A ministra dos Direitos Humanos quer tirar do ar um site de humor para que ela continue a ser uma piada que se leva a sério. Espero que ela não queira me punir por eu propagar o que ela certamente considera uma “falsa notícia”, mas que posso assegurar ser a minha “opinião verdadeira”.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

AS PLUTAS DO PHODER A mentira das 6.000 creches da Dilma. (Fonte: Blog do Coronel)


A mentira das 6.000 creches da Dilma. (Fonte: Blog do Coronel)
Impossível esquecer aquele debate da Band onde a Dilma candidata prometeu 6.000 creches até 2014...



Impossível esquecer, também, que a promessa foi reafirmada pelo ministro Fernando Haddad, em cerimônia no Palácio do Planalto, em 2011..
.

Em 2011, o governo Dilma investiu muito pouco, para quem tinha prometido R$ 6 bilhões de aporte para o programa, algo em torno de R$ 1,3 milhão por creche. Em 2012, foram gastos R$ 1,08 bilhão, pouco mais do que 15% do prometido. Vejam abaixo o que está no Portal da Transparência:



Agora querem saber quanto a Dilma investiu até agora, em 2013, na construção de creches? Míseros e vergonhosos R$ 33,4 milhões! Com este dinheiro, dá para construir pouco mais de 20 creches. Vejam abaixo:



Ontem, Dilma fez um grande evento para entregar quatro creches, em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, onde o prefeito é petista. Para mostrar, no Dia da Criança, que o programa está andando. Só que não está. Segundo estudo recente publicado pela Rede Globo, 10 milhões de crianças estão sem creche no Brasil. E 5 milhões de mães são impedidas de estudar e trabalhar em função deste déficit. Para confirmar, fique com as mentiras de Dilma e da sua equipe, contadas em evento de setembro de 2011...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Série AS PLUTAS DO PHODER: Andressa Cachoeira


" Pior do que está...sempre se pode ficar! Essa nossa política, está ai para provar!"

" Hoje, não sou candidata. Mas está na hora de muita coisa mudar na política do Brasil".


Calma amigos, a autora dessa bela e verdadeira frase, não alguma jovem aspirante à algum cargo público. Movida por nobres ideais.
Onde toda uma ética ou honestidade, sejam algum novo alicerce da política desse país.
Essa frase foi dita pela Andressa Mendonça, esposa do BANDIDO e IMPUNE Carlinhos Cachoeira. ( o "garganta profunda" do PT, segundo suas próprias palavras ).
Ela se filiou ao PSL que, deseja sua candidatura para Deputada Federal em 2014!
Ela ainda não se decidiu pela candidatura. Mas, já saiu com essa frase "verdadeira" de uma legítima representante de toda essa politicagem brasileira!
Verbas para campanhas não faltará!
Mas...em se tratando dessa frase, quais seria as tais mudanças no Brasil que, essa criatura deseja?
Quem sabe, "Pelo fim das CPIs"
Não por medo de alguma punição. Já que, à do seu marido terminou em pizza. talvez, ela não deseje mais, nem ser convocada para alguma interrogação!
Pura perda de tempo mesmo!
Pelo fim do combate à CORRUPÇÃO!
Pela total inocência de empresários que, roubam à nossa NAÇÃO!
Tipo seu marido!
Ei amigos?
Mais uma provável candidata tipicamente "nossa"!
QUERO MEU PASSAPORTE!!
( Raquel Santana )

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Série AS PLUTAS DO PHODER: Marta Suplicy


Não vamos nem falar sobre os escândalos da merenda escolar em SP, ou sobre as fraudes no Ministério do Turismo, ou do incentivo concedido a seu costureiro para financiar seu desfile em Paris! Vamos colocar apenas a frase que esta senhora disse aos microfones com a maior cara de pau, em um cenário que persiste até hoje a crise do setor aeroviário, que provocou e provoca tantos transtornos aos contribuintes que não se utilizam dos aviões da FAB:

RELAXA E GOZA!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Série AS PLUTAS DO PHODER: Ideli Salvatti


Escândalos
Confira em que escândalos esse personagem se envolveu – e sua participação em cada um


Envolvimento

Em 2011, VEJA revelou que em 4 de setembro de 2006 Ideli participou de uma reunião no gabinete de Mercadante com três aloprados - Expedito Veloso, Osvaldo Bargas e Jorge Lorenzetti. Ideli ficou com uma cópia de uma lista com números de cheques e fotos de um empresário já falecido, que, na montagem da farsa, seria apresentado como o elo com os tucanos. A senadora passou a oferecer o material à imprensa. Onze dias depois, os 'aloprados' Gedimar Passos e Valdebran Padilha foram presos.

O que aconteceu

Empregou a filha do 'aloprado' Jorge Lorenzetti em seu gabinete no Senado. Perdeu a disputa pelo governo de Santa Catarina e foi nomeada ministra por Dilma. O ex-deputado federal Carlos Abicalil foi cotado para ser seu secretário-executivo.


04/04/2012 às 5:45
Por Lúcio Vaz, na Folha:

O Ministério da Pesca usou como justificativa para a compra de 28 lanchas-patrulha emendas do Congresso que destinavam recursos, na verdade, para atividades produtivas no Pará e no Maranhão. A aquisição das embarcações, no valor total de R$ 31 milhões, é questionada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e algumas delas estão paradas há cerca de um ano. A empresa fornecedora também teria sido cobrada a fazer doação eleitoral ao PT de Santa Catarina.

Uma das emendas usada pela pasta foi da bancada maranhense, que destinou R$ 16,7 milhões do Orçamento federal para obras de infraestrutura pesqueira na região metropolitana de São Luís, visando a geração de renda. A maior obra seria a implantação de um mercado de peixe. A proposta foi dos deputados Domingos Dutra (PT), Julião Amin (PDT) e Ribamar Alves (PSB). Dutra negou saber do redirecionamento do dinheiro da emenda: “Se houve isso, vou entrar com ação judicial contra a Pesca. Ali é uma região que só tem urubu, cachorro leproso, rato, lixo e gente pobre. Isso foi desonestidade”.

Outra emenda usada foi da bancada paraense, no valor de R$ 28 milhões, que previa o apoio a unidades da cadeia produtiva pesqueira, como fábricas de gelo e mecanização de cultivos. Após a compra das lanchas, a empresa fornecedora, a Intech Boating, doou R$ 150 mil em 2010 para a campanha do PT de Santa Catarina, partido do então ministro, Altemir Gregolin, e da candidata ao governo Ideli Salvatti, que depois também seria ministra da Pesca. Das 28 embarcações, 16 foram entregues e distribuídas para 14 Estados e dois órgãos federais. Maranhão e Pará receberam uma cada um. Auditoria do TCU apontou “falhas graves de planejamento” da Secretaria da Pesca, tanto que 23 das 28 lanchas estão fora de operação. O patrulhamento das águas não é competência do órgão.

O Ministério da Pesca firmou acordo de cooperação com a Secretaria de Segurança do Maranhão, em junho do ano passado, para colocar uma lancha em atividade. Mas o barco também não estava em operação.
(…)Por Reinaldo Azevedo

sábado, 5 de outubro de 2013

Série AS PLUTAS DO PHODER: Rosemary Noronha


Relação com Lula explica influência de ex-assessora


DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO

A influência exercida pela ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, no governo federal, revelada em e-mails interceptados pela operação Porto Seguro, decorre da longa relação de intimidade que ela manteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Rose e Lula conheceram-se em 1993. Egressa do sindicato dos bancários, ela se aproximou do petista como uma simples fã.

O relacionamento dos dois começou ali, a um ano da corrida presidencial de 1994.

À época, ela foi incorporada à equipe da campanha ao lado de Clara Ant, hoje auxiliar pessoal do ex-presidente. Ficaria ali até se tornar secretária de José Dirceu, no próprio partido.

Marisa Letícia, a mulher do ex-presidente, jamais escondeu que não gostava da assessora do marido.

Em 2002, Lula se tornou presidente. Em 2003, Rose foi lotada no braço do Palácio do Planalto em São Paulo, como “assessora especial” do escritório regional da Presidência na capital.

Em 2006, por decisão do próprio Lula, foi promovida a chefe do gabinete e passou a ocupar a sala que, foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal.

Nesse papel de direção, Rose contava com três assessores e motorista.

Sua tarefa era oficialmente “prestar, no âmbito de sua atuação, apoio administrativo e operacional ao presidente da República, ministros de Estado, secretários Especiais e membros do gabinete pessoal do presidente da República na cidade de São Paulo”.

Durante 19 anos, o relacionamento de Lula e Rose se manteve oculto do público.

Em Brasília, a agenda presidencial tornou a relação mais complicada.

Quando a então primeira-dama Marisa Letícia não acompanhava o marido nas viagens internacionais, Rose integrava a comitiva oficial.

Segundo levantamento da Folha tendo como base o “Diário Oficial”, Marisa não participou de nenhuma das viagens oficiais do ex-presidente das quais Rosemary participou.

Integrantes do corpo diplomático ouvidos pela reportagem, na condição de anonimato, afirmam que a presença dela sempre causou mal-estar dentro do Itamaraty. Na opinião deles, a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo não era necessária.

Oficiais da Aeronáutica se preocupavam com o fato de que ela por vezes viajava no avião presidencial sem estar na lista oficial. Em muitas vezes, Rose seguia em voos da equipe que desembarca antes do presidente da República para preparar sua chegada.

Nessas viagens, seguranças que guardavam a porta da suíte presidencial nas missões fora do Brasil registravam ao superior imediato a presença da assessora. Oficiais do cerimonial elaboravam roteiro e mapa dos aposentos de modo a permitir que o presidente não fosse incomodado.

Durante esses quase 20 anos, Rose casou-se duas vezes. Seu primeiro marido, José Cláudio Noronha, trabalhou na Casa Civil do então ministro José Dirceu quando Rosemary assumiu o escritório de São Paulo.

Na chefia do gabinete, ela construiu a fama de pessoa de temperamento difícil. Lula chegou a receber de amigos reclamações dando conta de que ela tratava mal os funcionários.

Um deles descreveu um episódio em que ela teria pedido para serventes limparem “20 vezes” o chão do escritório até que ficasse realmente limpo.

Apesar do temperamento, Rose era discreta e não gostava de contato com a imprensa. Em algumas festas e cerimônias, controlava a porta de salas vips, decidindo quem podia ou não entrar. Também costumava se consultar com o médico de Lula e da presidente Dilma Rousseff, Roberto Kalil.

Rose acompanhou o ex-presidente em algumas internações durante o período em que este se recuperava do tratamento de um câncer no Sírio-Libanês, em São Paulo. Mas só pisava no hospital quando Marisa Letícia não estava por perto.

Na campanha presidencial de 2006, a chefe de gabinete circulou nos debates televisivos que Lula teve com o tucano Geraldo Alckmin.

Ministros e amigos do ex-presidente não negam o relacionamento de ambos. Foi de Lula a decisão de manter Rosemary em São Paulo, conforme relatos de pessoas próximas.

Procurado pela Folha, o porta-voz do Instituto Lula, José Chrispiniano, afirmou que o ex-presidente Lula não faria comentários sobre assuntos particulares.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Série "As Plutas do Phoder": ERENICE GUERRA


Erenice Alves Guerra (Brasília, DF, 15 de fevereiro de 1959) é uma advogadabrasileira, especializada em Direito Sanitário.1 Ela foi ministra-chefe da Casa Civil do Brasil entre abril e setembro de 2010, quando, envolvida por denúncias, acabou pedindo demissão.2


É filiada ao PT desde 1981 e iniciou sua a carreira como assessora jurídica do PT-DF. Trabalhou para o senador Cristóvam Buarque quando este ainda era filiado ao PT. É considerada o braço direito de Dilma Rousseff pela longa relação que mantém com a candidata. Erenice conheceu Dilma durante seu trabalho na assessoria do PT naCâmara dos Deputados. Trabalhou como consultora jurídica do ministério de Minas e Energia, de 2003 a 2005, sob o comando de Dilma, que então exercia o cargo de ministra de Minas e Energia.3 Em 2005, Dilma foi nomeada Ministra da Casa Civil e levou Erenice junto, promovendo-a para o cargo de secretária-executiva da Casa Civil da Presidência da República.1 Em 31 março de 2010, Dilma deixou o cargo para disputar as eleições presidenciais e Erenice assumiu o comando do ministério em seu lugar.3 Ficou no cargo até setembro de 2010, quando denúncias de corrupção a fizeram pedir demissão.2 Em julho de 2012, o processo contra Erenice Guerra foi arquivado por falta de provas.4
Biografia[editar]


Bacharel em Direito pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília, é especialista emDireito Sanitário pela Universidade de Brasília.5


Erenice foi chefe de Gabinete da Secretaria de Segurança Pública do Governo doDistrito Federal (GDF) e gerente geral de Gestão do Metrô de Brasília. Foi ainda chefe do departamento jurídico da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB).


Na administração federal, foi gerente da Eletronorte, procuradora-geral da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), consultora jurídica do Ministério de Minas e Energia (MME) e consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Ministério da Saúde. Trabalhou, ainda, na assessoria jurídica da Câmara dos Deputados.


Foi conselheira fiscal da Petrobras e é, atualmente, membro do Conselho de Administração da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF) e do Conselho fiscal do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


De 2005 a 16 de Setembro de 2010, exerceu o cargo de secretária-executiva da Casa Civil da Presidência da República. Quem assume o cargo interinamente é o secretário executivo da pasta Carlos Eduardo Esteves Lima.5 6 7
Controvérsia e demissão[editar]







Erenice Guerra com sua antecessora,Dilma Rousseff, durante cerimônia de transmissão de cargo de Ministra da Casa Civil, em março de 2010.


Em 2008, uma reportagem da Folha de S. Paulo envolveu Erenice Guerra no escândalo dos cartões corporativos, em 2008, ao apontá-la como a criadora de um dossiê contra políticos do PSDB.8 9 Ela prestará esclarecimentos à Polícia Federal sobre o caso.10


Em setembro de 2010, embasada por depoimento de Fábio Baracat, empresário do setor de transportes,11 a revista Veja acusou Israel Guerra, filho de Erenice, de participar de um esquema de tráfico de influência, em que Guerra cobraria propina de 6% para facilitar, por seu intermédio, negócios com o governo. Sua irmã Maria Euriza Carvalho, quando assessora jurídica da EPE, contratou sem licitação, um escritório de advocacia que tinha como sócio o outro irmão da ministra, Antonio Alves de Carvalho. O sócio responsável pelo escritório, Márcio Luiz Silva, integra a coordenação jurídica da campanha da candidata doPT à presidência Dilma Rousseff.12 Devido a estas acusações, deixou a disposição o sigilo fiscal, bancário e telefônico seu e de pessoas de sua família disponíveis para consulta.13 O próprio Baracat, entretanto, publicou nota de esclarecimento desmentindo as acusações da revista.14 Erenice rebateu as acusações da revista por meio de uma nota oficial em papel timbrado da presidência onde acusa o adversário de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2010, José Serra, como responsável pelas acusações. Na agressiva nota oficial, Erenice chama José Serra de "um candidato aético e já derrotado".15 16 O tom agressivo e incondizente com o decoro de ocupante de cargo público contribuiu para sua queda.


Em meio a mais outras informações repercutidas pela Folha de S. Paulo com base nas acusações feitas pelo empresário Rubnei Quícoli17 e após receber do ministro Franklin Martins18 recado do presidente Lula (PT) dizendo que sua situação no governo se tornara insustentável, Erenice Guerra renunciou ao ministério em 16 de setembro de 2010, pouco mais de 5 meses após sua nomeação, alegando precisar de tempo para formular sua defesa.19 Erenice afirmou ainda que é "vítima de sórdida campanha contra sua imagem", motivada por interesses eleitorais.20 Entretanto falhou ao provar qualquer ataque ou ato ilícito contra a sua honra na tentativa de obterdireito de resposta contra a revista Veja, seu pedido de resposta foi arquivado em 23 de setembro de 2010 em primeira instância sem análise de mérito.21


A demissão de Erenice ganhou destaque na imprensa internacional.22 .


A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu, por unanimidade, punir Erenice Guerra com censura ética pela omissão de informações, não entregando sua Declaração de Informações Confidenciais (DCI). O procedimento preliminar de apuração foi convertido em processo de apuração ética.23


Em julho de 2012, o processo contra Erenice Guerra foi arquivado por decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, por "total falta de provas". Após a decisão, o advogado de Erenice, Mário de Oliveira Filho, afirmou à Rádio Jovem Pan que as acusações eram "absolutamente infundadas, sem nenhum lastro de prova real e concreta contra ela".4 24
Referências

a b Erenice Alves Guerra - Ministra-chefe da Casa Civil (emportuguês). Casa Civil brasileira. Página visitada em 16 de setembro de 2010.
a b Jarbas Vasconcelos fala sobre a saída de Erenice Guerra em caminhada (em português). Pernambuco.com (16 de setembro de 2010). Página visitada em 17 de setembro de 2010.
a b Veja raio-X dos ministérios e perfil dos substitutos (emportuguês). R7 (31 de março de 2010). Página visitada em 17 de setembro de 2010..
a b Filipe Coutinho. Justiça Federal arquiva processo contra Erenice Guerra. Folha Online. Página visitada em 3 de fevereiro de 2013.
a b A guerra de Erenice - Melchiades Filho - Folha de S. Paulo
João Domingos (16 de setembro de 2010). Cai ministra da Casa Civil Erenice Guerra (em português). Estadão.com.br. Página visitada em 17 de setembro de 2010.
Casa Civil da Presidência da República - Ministra-chefe da Casa Civil
Folha Online - Principal assessora de Dilma montou dossiê contra FHC
Portal Terra - Erenice Guerra substituirá Dilma na Casa Civil, diz jornal
Substituta de Dilma terá de depor sobre dossiê anti-FHC
Filho de Erenice Guerra, Israel Guerra, comanda esquema de lobby no Planalto
Após deixar governo, irmã de Erenice passou a usar escritório contratado sem licitação
Estadão. Erenice Guerra rebate reportagem e põe sigilos à disposição. Página visitada em 14/09/2010.
Empresário divulga nota desmentindo reportagem da revista 'Veja'
Nota de Erenice desagrada a Lula. Agência Estado (16 de setembro de 2010).
Erenice acusa José Serra de estar por trás das acusações. Band News (14 de setembro de 2010).
Jornal diz que filho de Erenice cobrou para liberar crédito do BNDES
Novo caso de lobby tira Erenice da Casa Civil
G1. Ministra Erenice Guerra deixa o governo. Página visitada em 16 de setembro de 2010.
Destak. Erenice pede 'paz e tempo' para se defender. Página visitada em 17 de setembro de 2010.
Juiz arquiva pedido de resposta de Erenice Guerra contra revista. Portal G1 (24 de setembro de 2010).
Veja repercussão do caso Erenice na imprensa internacional. Folha Online (16 de setembro de 2010).
Comissão de Ética pune Erenice Guerra por omissão de informações
Bruna Gavioli. Após dois anos, processo contra Erenice Guerra é arquivado. Jovem Pan Online, republicado por Luis Nassif Online. Página visitada em 3 de fevereiro de 2013.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Série "Asplutasdophoder": Luciane Hoepers


'Inferno é o que vivo hoje', diz modelo acusada de aliciar prefeitosLuciane Hoepers, 33 anos, olhos verdes e corpo escultural, rebate em entrevista a VEJA acusação de trabalhar como 'pastinha' de organização criminosa: 'Ser bonita ajuda a ser vista, mas nunca a fechar negócios'
Alana Rizzo

Aos 33 anos, a catarinense Luciane Hoepers se transformou numa espécie de “musa do crime” depois de ser presa pela Polícia Federal no último dia 19. A operação Miqueias investigava uma quadrilha suspeita de fraudar fundos de pensão de prefeituras e levou para a cadeia vinte pessoas, entre elas um conhecido doleiro de Brasília. De olhos verdes e corpo escultural, Luciane, que já fez diversos ensaios sensuais e participou de programas de televisão, seria uma das armas da organização para atrair prefeitos a investirem nos “fundos podres”, que teriam baixa rentabilidade, de acordo com a PF.

Em uma conversa de quase três horas com a reportagem de VEJA, Luciane contou como começou a trabalhar na Invista Investimentos Inteligentes – acusada de vender fundos de investimentos podres para prefeituras – e como pretende se defender das acusações de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e crime contra o mercado financeiro. “Estou extremamente abalada. Imaginei que cinco dias na cadeia eram o inferno, mas hoje tenho certeza de que foi só o purgatório. O inferno é o que vivo hoje”, diz.

Segundo a PF, você fazia parte de um sofisticado esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. Dentro da organização, sua função era a de 'pastinha'. Como funcionava esse trabalho? Primeiramente, não há uma organização criminosa. Nosso trabalho era apresentar uma solução rentável para os investimentos dos fundos de previdência dos municípios. Como a maioria dos institutos de previdência possui concentração de investimentos em fundos de bancos públicos, e estes estão em queda constante de rentabilidade por sua carteira serem constituídas apenas de títulos públicos, nosso trabalho era apresentar a eles fundos de bancos privados, com créditos privados, selecionados em segmentos em expansão e com garantias reais. Não existem fundos fraudulentos e muitos menos criados para dar prejuízo, visto que todos têm pelo menos 50 milhões de reais em captação e são registrados nos órgãos competentes.

Ainda de acordo com a PF, as 'pastinhas' usavam a beleza para seduzir os prefeitos e levá-los a investir nos fundos podres. Nunca existiu isso. Ser bonita apenas nos ajudava a sermos vistas, mas nunca a fechar negócios. Os prefeitos nem decidem sobre esses investimentos. Eles são de responsabilidade de um conselho de oito representantes, mais dois gestores e um comitê de investimentos de quatro pessoas. Os prefeitos não assinam o processo, e éramos todas capacitadas para o trabalho e conhecedoras do assunto.

Havia pagamento de propina para os prefeitos? Quantos contratos você fechou com prefeituras? Somente uma prefeitura fez negócio comigo e nunca assumi pagar qualquer propina para qualquer pessoa. Isso não existia.

Como você começou a trabalhar na empresa? Trabalhava em uma empresa privada, e um amigo em comum do Carlos Eduardo Carneiro Lemos, também preso na operação, me apresentou a empresa, pois acreditava que meu perfil se encaixava no trabalho, pela minha inteligência e boa comunicação. O Eduardo era o responsável pela Invista.

Como era o seu relacionamento com o doleiro Fayed Troubosli? Sou muita próxima dele, assim como de outros acusados. Ele é um homem de muitas qualidades e que possui muitos amigos. Em Brasília, ele é muito respeitado pelo seu caráter.

Você foi presa por corrupção, lavagem de dinheiro, crime contra o mercado financeiro e formação de quadrilha. Como se defende dessas acusações? No inquérito estão claras as possíveis acusações, mas a imprensa distorceu muita coisa. Foi citada prostituição e até o caso de eu posar para a Playboy, e nem a delegada admite que isso ocorreu. O processo é longo e muitas coisas serão esclarecidas.

O inquérito aponta o envolvimento de deputados estaduais e federais no esquema, especialmente do estado de Goiás. Qual a participação deles? Não existe nenhuma participação deles. Repito que não há uma organização criminosa. Eles me atenderam para apresentação de algo bom para a administração pública. Nunca passou disto. Eles não queriam se envolver neste departamento de previdência. Continuamos amigos mesmo assim. Estou muito abalada nestes dias com tantas acusações, mas me coloco à disposição para todos os esclarecimentos aos envolvidos, partidos políticos e Câmara dos Deputados.